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12.08.2008 | 17:45
Online tem mais receita que TV
Emissoras investem em nova plataforma para gerar receita
Investir em novas mídias, como a internet, pode ser a solução para as emissoras de TV por assinatura não perderem receita com publicidade é o que defendem os participantes do painel "Publicidade: com quem é a disputa pelo bolo?", que ocorreu nesta tarde (12) na ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura).
De acordo com Rogério Takaianagi, da Value Partners, os anunciantes estão cada vez mais movendo seu budget para o online. A razão disso é que o tempo gasto com a internet (30%), entre jovens de 12 a 24 anos, já ultrapassou o da TV (24%). E só no Reino Unido, o share de receita publicitária, em 2007, com internet foi de 20%, enquanto o de TV paga foi de 9%. “Os anunciantes querem gerar tráfego no site, fazer vendas online, coletar dados e gerar share of mind. E por isso, algumas empresas de mídia já começaram com estratégias online para defender seu core business e também, gerar novas rendas”, diz. Takaianagi citou alguns exemplos de empresas de mídias que já fazem isso, como a BBC com o i-Player; o Five, do Channel Five que oferece downloads de programas por 1,99 libra esterlina; e Hulu, site criado pela NBC e Fox que contém 14 canais e 400 programas que têm entre cinco e seis comerciais (o usuário não pode fazer opt-out) por clipe de 30 minutos. “Vale lembrar que as regras da internet são diferentes da TV”, alerta.
E apesar da Globosat ter tido um crescimento de 50% no número de assinantes entre o período de 2003 e 2008, Fred Müller, diretor executivo da área comercial da distribuidora, afirma que ainda neste semestre, a Globosat está em processo de extensão de conteúdo dos seus canais para a internet. E Müller ainda diz que os canais Multishow e GNT também vão comercializar outros formatos de conteúdo em seus sites. “Não paenas o formato deve ser diferenciado, mas também, o conteúdo porque brigamos com todas as mídias e não somente com a internet”, lembra o executivo.
Já Daniel Chalfon, sócio-diretor da MPM, garante que apesar da internet ter sua relevância ela ainda é uma plataforma que não provou seu poder de criação como a TV. “Desconheço um conteúdo gerado na internet que conquistou outras mídias. O inverso acontece. Mas mesmo assim, não podemos ignorar sua expansão”, finaliza.
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